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Quente e Frio. Uma semana de 40ºC, e o dia mais quente é o do eclipse. Mas no sábado já haverá aguaceiros e trovoadas
GehörtGuia para o Eclipse. O aeródromo de Bragança é o melhor sítio para o eclipse?
GehörtGuia para o Eclipse. Como fotografar o eclipse solar em total segurança?
GehörtOs deuses não estão loucos, o planeta é que está a arrefecer
GehörtHá uma invasão de algas a tomar conta do Atlântico. E não só
GehörtTodos falam do El Niño, mas ele não tem culpa deste calor
GehörtEste episódio explora a relação entre o fenómeno El Niño e as variações climáticas extremas, detalhando o mecanismo oceanográfico da corrente de Humboldt e a influência da Oscilação do Sul no clima global. Abordamos como a interação entre o oceano e a atmosfera cria um sistema de feedback que impacta regiões de todo o mundo. A discussão estende-se aos impactos históricos e geográficos do El Niño, abordando a importância de cientistas como Walker e Bjerknes na compreensão destas variações. Por fim, analisamos as previsões para os próximos anos, o papel da inteligência artificial na análise de dados meteorológicos e a necessidade urgente de adaptação urbana face ao aquecimento global.
Como se aguentam torres de pedra como as da Sagrada Família?
GehörtEste episódio explora a engenharia e a geologia por trás de grandes construções históricas, como a Sagrada Família, as catedrais góticas e o Panteão de Roma. A discussão aborda como a utilização de materiais como o calcário e o granito, e o uso de elementos como arcos ogivais e contrafortes, permitem gerir a resistência à compressão e evitar o colapso por curvatura. A análise estende-se à origem biogénica do calcário de Anes e Lisboa, relacionando a sua formação marinha e o sequestro de carbono com a preservação do património. Através de exemplos como o Mosteiro da Batalha, reflete-se sobre a importância da ciência, da persistência e da ambição na realização de obras monumentais ao longo dos séculos.
O trânsito da serpente emplumada e a distância ao Sol
GehörtEste episódio explora os princípios da visão estereoscópica e da triangulação, detalhando como métodos históricos, desde Hiparco até a proposta de Halley sobre o trânsito de Vénus, permitiram medir distâncias astronómicas. O episódio reflete sobre a importância da cooperação científica global, contrastando o sucesso de operações internacionais do século XVIII com as atuais tensões geopolíticas que ameaçam a ciência aberta. A discussão aborda ainda a aplicação prática de conceitos complexos, como a relatividade geral no funcionamento do GPS, e a coincidência de observações astronómicas entre civilizações isoladas, como os Maias e os Babilónios.
Auroras boreais em Bragança e risco de apocalipse magnético
GehörtEste episódio explora o fenómeno das auroras boreais, abordando a sua recente ocorrência em Portugal e o impacto histórico do evento de 1938, que foi associado às profecias de Fátima. Através da explicação do geofísico Miguel Miranda, detalhamos a ciência por trás da interação entre o vento solar e o campo magnético terrestre. A discussão aprofunda-se na evolução da bússola, desde a Dinastia Song até à importância do paleomagnetismo na compreensão da deriva dos continentes. Por fim, abordamos a instabilidade e o enfraquecimento atual do campo magnético terrestre, as suas implicações biológicas e a possibilidade de inversões de polaridade.
O sismo em São Jorge e a erupção que esteve quase a suceder
GehörtEste episódio explora a geologia e a história da ilha de São Jorge e do arquipélago dos Açores, detalhando a influência da dinâmica das placas tectónicas na atividade sísmica e vulcânica da região. São abordados eventos significativos, como a crise sísmica de 2022 e a formação de diques magmáticos, comparando-os com erupções históricas como a de Capelinhos. A conversa também destaca a importância da monitorização tecnológica e da proteção civil perante os riscos naturais, transitando para uma reflexão sobre a diáspora açoriana e a preservação das tradições culturais e gastronómicas através das gerações.
Águas termais e viagem ao centro (e à idade) da Terra
GehörtEste episódio explora a geologia das águas termais em Portugal, com foco na história de Chaves e na relação entre a profundidade, a radioatividade natural de rochas como o granito e o aumento da temperatura subterrânea. A discussão avança para a evolução científica da determinação da idade da Terra, contrastando as teorias de arrefecimento térmico de Lord Kelvin com a descoberta da radioatividade como fonte de calor interna. O episódio aborda ainda a formação do sistema solar e as evidências encontradas em meteoritos e rochas lunares.
A tragédia da Ilha das Flores (e os seus muitos mistérios)
GehörtEste episódio explora a história, a geofísica e a biodiversidade da Ilha das Flores, na Indonésia, destacando a sua herança colonial portuguesa e a presença do cristianismo. O debate analisa o devastador tsunami de 1992, detalhando as suas causas geológicas e o impacto na ciência de alertas precoces. A narrativa percorre ainda as descobertas paleontológicas da região, como o Homo floresiensis e o fenómeno do nanismo insular, abordando também episódios da história política da ilha e a importância da preservação da cultura e da humanidade como elementos perenes da identidade.
Como se mede a altura do Kilimanjaro? Não é assim tão fácil
GehörtEste episódio explora a geologia e a importância científica do Monte Kilimanjaro, abordando a sua formação através do rift africano e a sua relevância para a evolução biológica. A discussão detalha o uso de tecnologias modernas, como o GPS e o sistema de satélites GRACE, para medir a altitude e monitorar a gravidade e a dinâmica da água subterrânea. Além dos aspectos geofísicos, o episódio aborda os desafios técnicos de medir o geóide e o impacto do recuo dos glaciares no Kilimanjaro devido à sublimação. A narrativa conecta a precisão das medições geodésicas a elementos de mistério natural, como a presença histórica de leopardos em altitudes elevadas.
O sistema métrico tem como padrão a Terra, mas não foi fácil
GehörtEste episódio explora a história e a complexidade da criação do sistema métrico decimal, desde a transição de medidas antropométricas e locais para um padrão global impulsionado pela Revolução Francesa e pelo pensamento iluminista. Discutimos o papel de figuras como Lavoisier e o esforço monumental de astrónomos para medir o meridiano terrestre para definir o metro. A narrativa aborda também a implementação do sistema, as resistências políticas e a experiência portuguesa de adaptar o sistema com terminologias nacionais. Por fim, o episódio reflete sobre a importância da padronização global, comparando o sistema imperial ao métrico e discutindo a complexidade por trás de padrões de medida e tecnologias modernas como o GPS.
Porque a água do Pacífico está mais alta que a do Atlântico?
GehörtEste episódio explora a história das grandes navegações e os desafios de atravessar a passagem de Drake, abordando desde as expedições espanholas até a dramática jornada de Shackleton. Discute a importância estratégica de canais como o de Suez e Panamá para o comércio global e a logística marítima. A conversa detalha a construção do Canal do Panamá, as diferenças de densidade e salinidade entre os oceanos Atlântico e Pacífico, e os desafios geológicos e hídricos enfrentados atualmente. O debate também aborda a geopolítica por trás da escolha do Panamá e o impacto das mudanças climáticas na gestão de água do canal.
O lado escondido da Lua não é só uma canção dos Pink Floyd
GehörtEste episódio explora a complexa relação científica e histórica entre a Terra e a Lua, abordando desde o programa Artemis e a importância das missões Apollo para a geologia lunar até as dinâmicas de rotação e o mecanismo das marés. O debate detalha a composição do nosso sistema planetário, discutindo a idade de 4.6 mil milhões de anos e as teorias sobre a formação da Lua através da colisão com o corpo celeste 'Teia'. Além da análise geológica, os interlocutores discutem fenómenos como a velocidade de escape lunar, ilusões de ótica astronómicas e a evolução do conhecimento astrofísico. O episódio encerra com uma reflexão sobre o futuro do Sistema Solar, considerando o impacto da expansão do Sol e o afastamento gradual da Lua em relação ao nosso planeta.
O segredo da fartura de sardinha descoberto no Pólo Norte
GehörtEste episódio explora a interconexão entre a história da exploração polar e a oceanografia moderna, partindo da expedição de Fridtjof Nansen com o navio Fram. A conversa detalha como as observações de Nansen sobre o movimento do gelo e a força de Coriolis levaram à descoberta da espiral de Ekman, um fenómeno essencial para o afloramento costeiro que nutre a abundância de sardinhas em Portugal. A discussão aborda ainda a gestão sustentável do stock de sardinha, utilizando métodos científicos como o estudo de otólitos para determinar a idade dos peixes. São analisados os desafios da modelação científica, a distinção entre extinção biológica e perda de explorabilidade económica, e a importância de uma abordagem multiespécie para a preservação dos ecossistemas marinhos.
A Primavera já chegou. Explicação do arco-íris e do céu azul
GehörtEste episódio explora a ciência por trás dos fenómenos ópticos e oceanográficos, desde a física da luz e a decomposição do espectro de Newton até à formação do arco-íris e a cor do céu. Discutimos como a percepção visual humana interage com radiações invisíveis e como o espalhamento de Rayleigh define as cores que vemos. A conversa avança para a dinâmica dos oceanos, abordando a salinidade, o ciclo da água e a composição química do mar. Exploramos também a interação entre a litosfera e o oceano, detalhando a expansão do fundo oceânico, a dinâmica do Mar Mediterrâneo e o potencial biotecnológico de ecossistemas de fontes hidrotermais que prosperam sem a luz solar.
Será que vai mesmo acontecer o fim anunciado da água doce?
GehörtO episódio explora as previsões sobre a escassez de água em Portugal, contrastando visões alarmistas do passado com modelos científicos atuais que apontam para uma maior variabilidade climática e o papel da evapotranspiração. O debate aborda a importância de diferenciar o uso da água do seu desperdício, especialmente no setor agrícola. A discussão avança para a gestão de recursos e infraestruturas, enfatizando a necessidade de uma visão nacional integrada para transferir água entre bacias hidrográficas e prevenir cheias urbanas. Por fim, aborda-se como o aquecimento global altera a frequência de eventos extremos e a importância da segurança hídrica e da energia barata para o futuro do abastecimento.
Dentro de um búzio ouvimos o mar, mas por quanto tempo?
GehörtEste episódio explora a ciência por trás do som dos búzios, detalhando como a sua forma em espiral transforma o ruído ambiente em ruído branco. O debate aborda as graves consequências da acidificação dos oceanos causada pelo aumento de CO2, que ameaça a integridade de conchas e corais, além de discutir o impacto de grandes rios e o excesso de nitratos no fenômeno das invasões de sargaço no Atlântico. O conteúdo destaca os riscos ambientais e de saúde pública associados ao desequilíbrio ecológico e à falta de tratamento de resíduos. Enfatiza-se a necessidade urgente de cooperação internacional e o papel fundamental da ciência para enfrentar os desafios globais e proteger a biodiversidade marinha.
Temporais: será que este Verão não teremos areia nas praias?
GehörtEste episódio explora a evolução histórica e a dinâmica geológica da linha de costa portuguesa, analisando como processos naturais, como as glaciações e a subida do nível do mar, interagem com a intervenção humana. Discute-se o impacto crítico de infraestruturas, como barragens, no fluxo de sedimentos e o consequente recuo das praias. A discussão aborda a necessidade de uma transição de obras de engenharia pesada para estratégias de engenharia suave, alertando para a finitude da areia como recurso. O debate destaca que a gestão costeira é um desafio económico e tecnológico, exigindo uma abordagem que respeite o equilíbrio entre a praia aérea e a submarina.
Já resolvemos crises ambientais, mas fazemo-nos esquecidos
GehörtEste episódio explora o problema histórico das chuvas ácidas, detalhando a sua origem química através da oxidação do dióxido de enxofre e o seu impacto ambiental na Europa e nos Estados Unidos. Discute-se como a implementação de tecnologias de controlo industrial e acordos transfronteiriços permitiram uma redução drástica nestas emissões, melhorando a qualidade do ar e da água. A análise aborda também as consequências complexas da redução de aerossóis, que pode acelerar o aquecimento global, e o 'efeito boomerang' das emissões. O debate enfatiza a importância de uma aliança entre ciência, política e indústria para enfrentar desafios atuais, como a acidificação dos oceanos, e a necessidade de encontrar soluções sustentáveis para o modelo de produção atual.
Vai dar um amoque à AMOC (e que raio de coisa é essa)?
GehörtEste episódio explora o funcionamento e a fragilidade da AMOC (Atlantic Meridional Overturning Circulation), um sistema de correntes oceânicas vital para a regulação térmica da Europa. Discutimos como o degelo polar e a entrada de água doce podem alterar a salinidade e a densidade da água, ameaçando a estabilidade deste sistema e podendo levar a um ponto de viragem climática. A discussão aborda as incertezas sobre um possível colapso das correntes, o impacto das mudanças climáticas nas rotas comerciais árticas e a importância da paleoceanografia para compreender variações históricas. O debate enfatiza a transição perigosa de sistemas de autorregulação para feedbacks positivos e a necessidade urgente de reduzir emissões de gases de efeito estufa.
Temos cheias porque temos incêndios, por estranho que pareça
GehörtEste episódio analisa as recentes cheias no rio Tejo, comparando o fenómeno atual com eventos históricos e discutindo a transformação do leito do rio devido a intervenções humanas e barragens. Explora-se a dinâmica climática entre o Portugal Atlântético e o Mediterrâneo, com foco no papel dos ririos atmosféricos e nos desafios da gestão de recursos hídricos. A discussão aborda a complexidade da gestão de bacias hidrográficas como o Douro, Tejo e Guadiana, destacando a necessidade de uma gestão integrada e inteligente do sistema ibérico. Os interlocutores refletem sobre a importância da ciência, da tecnologia e da infraestrutura hidráulica para enfrentar a variabilidade climática e a inevitabilidade do risco natural.
Lisboa tem muito mais história do que a do terramoto de 1755
GehörtEste episódio explora a memória e a ciência por trás de sismos históricos em Portugal, analisando o evento de 1969 e as suas implicações para a compreensão do sismo de 1755. A discussão aborda a dificuldade de localizar falhas geológicas específicas e a dinâmica das placas tectónicas na Península Ibérica. O debate estende-se à dinâmica geológica de Portugal, abordando o risco sísmico, o fenómeno de 'seaquakes' e a evolução do estuário do Tejo. Por fim, discute-se a relação entre o ser humano e a natureza, focando nos riscos de construção em áreas vulneráveis e na importância de decisões informadas perante processos geológicos como a subida do nível do mar.
Está a haver mais tempestades? E porque é que as baptizamos?
GehörtEste episódio explora a complexa relação entre a memória humana, a psicologia e os fenómenos meteorológicos, discutindo como as emoções moldam a nossa perceção do clima em contraste com os dados científicos. O debate aborda a evolução da previsibilidade meteorológica, desde os modelos matemáticos tradicionais até ao uso de inteligência artificial e grandes volumes de dados. A discussão aprofunda-se nos impactos das mudanças climáticas, como a redução da neve e o degelo do permafrost, e na gestão de riscos naturais. São abordados temas como a vulnerabilidade da costa portuguesa face à agitação marítima e o desafio de equilibrar o desenvolvimento económico e o turismo com a dinâmica dos ecossistemas naturais.